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Mato Grosso, segunda-feira, 27 de setembro de 2021

Notícias / Polícia

26/07/2021 | 13:12

Mulher espancada por ladrões relata terror: 'me jogaram da ponte no rio'

G1

A motorista de transporte por aplicativo que foi espancada por assaltantes durante uma corrida no sábado (24) em Tangará da Serra (MT), ainda foi jogada de cima da ponte no Rio Sepotuba pelos criminosos. Marcia Angola, de 40 anos, fingiu estar morta duas vezes para tentar salvar sua vida: enquanto era agredida dentro do carro pelos ladrões e quando emergiu da água após ser jogada no rio.

A vítima foi brutalmente agredida por quatro homens que se passaram por clientes. Em entrevista ao G1, a motorista contou que esteve consciente o tempo todo, mesmo quando era espancada pelos ladrões.

 “Eles me chamaram por aplicativo e paramos em uma esquina onde disseram que buscariam uma pessoa. Mas essa pessoa não existe e anunciaram o assalto”, relatou a motorista.

 Marcia foi jogada no banco traseiro do veículo e ameaçada pelos ladrões. Eles queriam o carro dela e dinheiro, mas a motorista só tinha o dinheiro que estava no veículo.

A motorista teve o rosto vendado enquanto os assaltantes dirigiam em alta velocidade. “Em determinado momento eu puxei a venda e acho que foi isso que os irritou. Começaram a me bater, me deram murros e diziam que iam me enforcar e matar. A saída que eu tive era me fingir de morta”, contou ao G1.

 Marcia não conseguiu esconder que estava com falta de ar e respirou fundo.  “Ele viu que eu estava viva e os outros disseram: ‘vamos matar, aperta o pescoço dela’. Em momento nenhum disseram o motivo [das agressões]. Em certo momento riram da minha cara inchada e machucada”, disse.

 O carro parou em cima da ponte do Rio Sepotuba, onde ela foi novamente agredida.  “Eles estavam com medo de que alguém aparecer e me puxaram pelas mãos e pelos pés. Me jogaram de cima da ponte”, lembrou.
 Marcia não sabe nadar e teve medo de morrer.

 “Quando eu caí, só lembro que pedi a Deus para que eu caísse na água, porque se caísse na terra eu tinha morrido. Eu afundei quando voltei a superfície eu vi que eles estavam olhando. Eu continuei quieta e afundei de novo, deixei a água me levar rio abaixo, fui tentando me equilibrar, meio que boiando pois não sabia nadar e não podia ir para o fundo”, finalizou.


 
 

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