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26/07/2021 | 13:43

Deputado diz que Mendes usa dinheiro do Estado 'sorrateiramente' para fazer caixa de campanha

O deputado estadual Faissal Calil acusou o governador de estar usando o dinheiro do Estado “sorrateiramente” para fazer caixa de campanha para as eleições de 2022. 

Para tanto, o deputado fez uma alusão a política britânica Margaret Thatcher, que exerceu o cargo de primeira-ministra do Reino Unido. 

“Ela nos ensinou uma grande lição: ‘Não existe essa coisa de dinheiro público, existe apenas o dinheiro dos pagadores de impostos’. E, nesse momento em que o pagador de impostos precisa de redução dos tributos para sair da crise é exatamente o momento em que o Governo de Mato Grosso, de maneira sorrateira, faz caixa com seu dinheiro certamente pensando nas eleições de 2022”, apontou Faissal.

O posicionamento foi dado por meio de uma nota, nesta segunda-feira (26), após o deputado ter sido acusado pelo Governo de espalhar “fake news”. A polêmica ocorre, em razão de Faissal ter publicado um vídeo falando dos valores do preço do gás de cozinha em Mato Grosso. 

“Em nosso vídeo, talvez não compreendido de forma correta pela equipe econômica do Governo do Estado, afirmamos que houve sim aumento da CARGA TRIBUTÁRIA do gás de cozinha em Mato Grosso. O Executivo estadual faz um discurso de que tem uma alíquota baixa deste combustível, mas cobra um dos PMPFs mais caros do país”, disse. 

“O Espírito Santo, por exemplo, que tem o menor PMPF do país, tem o valor estipulado em R$ 5,44 por quilo. Reafirmo meu compromisso de estar ao lado da população, contra o aumento da carga tributária, pois entendo que ninguém aguenta mais pagarpreço tão alto sobre itens que não podemos dispensar no nosso cotidiano” acrescentou Faissal.

O parlamentar ainda disse que o governador tem se preocupado em o desqualificar de forma “ridícula e mentirosa”, ao invés de voltar suas atenções ao cidadão mato-grossense. 

“Mas ao que parece, Mauro Mendes e sua equipe estão preocupados apenas em aumentar impostos, arrecadar ainda mais e explorar a população. Desde o início do governo Mauro Mendes, e principalmente após o advento da Lei Complementar 631/2019, a maior preocupação do Governo do Estado foi a de elevar a carga tributária em diversos setores como material para construção, combustível, energia elétrica, comércio, medicamentos e até mesmo o sol, afetando diretamente a vida do mato-grossense”.
 
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